Comece por aquilo que a Viator faz mesmo por si
«Qual é a alternativa à Viator?» continua a ser a pergunta errada enquanto não souber que parte da Viator está a substituir. Para a maioria dos guias, a plataforma faz bem uma coisa: põe o seu passeio à frente de viajantes que nunca ouviram falar de si. Todo o resto — a comissão, o itinerário fixo, a caixa de mensagens da plataforma, a avaliação que pertence à ficha — é o preço dessa única coisa. Por isso, as alternativas abaixo estão organizadas pelo que substituem: alcance, adaptação a passeios privados, ou a propriedade da relação. Quase nenhum guia precisa de um substituto único; a maioria precisa de outra distribuição.
Em resumo: quem sai da Viator ou reduz o seu peso segue uma de três direções. Para alcance, no mercado em português o substituto mais próximo é a Civitatis, seguida da GetYourGuide e da Klook — o mesmo modelo, públicos diferentes. Para passeios privados à medida, ToursByLocals, Withlocals e GoWithGuide permitem que o viajante escreva antes de reservar, a 20–30 %. Para ficar com a relação e o preço inteiro, as plataformas de contacto direto e os diretórios por subscrição cobram uma taxa de serviço ou uma quota anual em vez de uma percentagem por reserva; a OfficialGuides pertence a este grupo e publica apenas guias credenciados. Nenhuma destas plataformas exige exclusividade. Dados verificados em setembro de 2026.
Porque é que os guias procuram uma alternativa
As razões repetem-se de cidade para cidade, e nenhuma delas é apenas a percentagem.
O custo deixou de corresponder ao retorno. A Viator fica com 20 % a 30 % e, desde agosto de 2025, 29 USD por cada produto submetido. Isso é defensável enquanto a plataforma traz reservas fora do seu alcance. Deixa de ser quando começa a levar a sua parte de viajantes que o teriam encontrado de qualquer forma. Os números em detalhe: a nossa página sobre quanto custa realmente a comissão da Viator a um guia.
O cliente nunca é seu. A avaliação fica na ficha. O viajante que adorou o passeio não tem forma de o voltar a contratar diretamente. Dez épocas de trabalho excelente constroem o catálogo da Viator, não o seu negócio.
Produto fixo não serve para trabalho à medida. Se o que vende de facto é um dia construído à volta dos interesses de uma família, um itinerário fixo com reserva imediata é o recipiente errado.
Publica quem quiser. Um guia credenciado é ordenado pelo mesmo algoritmo que um amador com um telemóvel, e o viajante não consegue distingui-los antes de reservar.
A escalada da visibilidade. Assim que fornecedores suficientes da sua cidade entram no programa pago de visibilidade, ficar de fora custa posições — a percentagem efetiva sobe com o tempo, tenha concordado ou não.
Se o que precisa é alcance: Civitatis, GetYourGuide, Klook
São os concorrentes diretos da Viator: o mesmo modelo de negócio, públicos diferentes. A plataforma vende um produto fixo, cobra, paga-lhe depois do passeio e fica com a relação.
Civitatis — no mercado em português é quase sempre o primeiro nome a considerar, não o terceiro: fundada em Madrid em 2008, é a principal distribuidora de visitas guiadas em espanhol e português, com peso real no Brasil, em Portugal e na América Latina. Não cobra pela publicação nem pela manutenção de produtos, portanto não tem o equivalente aos 29 USD da Viator. Em contrapartida, negoceia a comissão fornecedor a fornecedor e não a publica, e seleciona quem entra em vez de aceitar toda a gente.
GetYourGuide — mais forte na Europa e a marca de referência no espaço de língua alemã. A saber antes de mudar: abre novos fornecedores a 30 %, acima dos 25 % típicos da Viator, descendo para 25–28 % com volume.
Klook — dominante na Ásia-Pacífico, com uma faixa publicada de 15 % a 25 %. Se os seus viajantes vêm de Hong Kong, Singapura, Japão ou Coreia, costuma ser a ficha mais produtiva.
A avaliação honesta: passar de uma OTA para outra muda quem leva a percentagem, não a estrutura. Compensa quando a nova plataforma chega mesmo a outro público — um guia que trabalha em português e está invisível na Viator, mas bem posicionado na Civitatis, ganha alguma coisa de verdade. Não compensa para poupar dois pontos de comissão.
Se vende passeios privados à medida: ToursByLocals, Withlocals, GoWithGuide
Estas plataformas corrigiram aquilo que as OTA entendem mal sobre trabalho à medida: o viajante pode escrever-lhe antes de reservar, e o itinerário constrói-se à volta dele em vez de ser vendido de prateleira.
ToursByLocals — 25 %, sem taxa de publicação, marca estabelecida para dias privados com clientela sobretudo norte-americana e britânica. As candidaturas são avaliadas, e passeios que concorrem diretamente com guias já inscritos na sua cidade podem ser recusados. Esse filtro corta nos dois sentidos: mais difícil entrar, menos ruído lá dentro.
Withlocals — 20 % nos passeios que concebe, 30 % nos concebidos pela plataforma. Sólida nas cidades europeias, orientada para caminhadas urbanas e experiências gastronómicas mais do que para dias privados completos.
GoWithGuide — nasceu à volta do Japão, onde continua mais forte, e hoje é global. Os guias passam por entrevista em vídeo. A percentagem aplicada aos guias não é publicada: vale a pena perguntar antes de investir tempo num perfil.
O que não resolvem: a plataforma continua a guardar o dinheiro, a definir as condições de cancelamento e a ser dona da avaliação. Ganha a conversa, não a relação. Se o objetivo era deixar de entregar um quarto de cada reserva, este grupo não o leva lá: dá-lhe um produto mais adequado por um preço semelhante.
Se quer ficar com o viajante e com o preço inteiro
A terceira direção muda a estrutura em vez do fornecedor. Estas plataformas publicam o seu perfil e deixam o viajante contactá-lo; o passeio e o preço são combinados entre os dois, e é você que recebe. Cobram uma taxa de serviço ou uma subscrição em vez de uma percentagem sobre cada reserva.
Diretórios por subscrição — quota anual fixa, zero comissão. O Private Guide World é o mais conhecido. A contrapartida é o controlo de qualidade: quase todos listam guias, motoristas e intérpretes lado a lado sem qualquer verificação, o que puxa os preços para baixo e deixa o viajante sem saber quem é qualificado.
O seu site e o perfil Google Business — zero comissão, controlo total, e o único ativo que é mesmo seu. Raramente aguenta uma época sozinho antes de 20 a 30 avaliações públicas: por isso funciona ao lado das plataformas, e não no lugar delas.
Plataformas de contacto direto — o perfil é publicado, o viajante escreve-lhe, o pagamento é seu. A OfficialGuides funciona assim, com uma regra que os diretórios não aplicam: apenas guias credenciados e certificados. O documento é verificado antes de o perfil ficar online e nunca é publicado. O viajante vê o seu preço de referência antes de escrever, cada pedido chega com a data, o número de pessoas e o estado dos bilhetes já preenchidos, e os perfis saem em 34 línguas — o que pesa para quem trabalha em português fora do Brasil e de Portugal, onde os viajantes procuram na sua língua e nas grandes plataformas encontram quase só fichas em inglês. Sem subscrição, sem taxa de publicação, e o perfil é removido a pedido em um dia útil.
O limite, dito com franqueza: uma plataforma de contacto direto não iguala o volume da Viator, que gasta centenas de milhões em publicidade. O que muda é quanto vale cada reserva e se o viajante que gostou do passeio pode voltar diretamente a si.
Brasil e Portugal: três razões que não aparecem nos guias em inglês
O Cadastur não existe dentro da plataforma. No Brasil, a Lei 8.623/1993 exige curso técnico de formação e inscrição ativa no Cadastur, e o próprio Ministério do Turismo recomenda ao turista que confirme o guia antes de fechar negócio. A Viator não confirma nada: ao lado da sua ficha pode estar quem não tem cadastro algum, a um preço que você não consegue praticar. Paga 25 % para estar num ranking onde a sua credencial é invisível. Em Portugal, onde a atividade de guia-intérprete foi liberalizada, o efeito é o mesmo por outro caminho — a certificação só vale se alguém a verificar.
O câmbio e a remessa levam uma segunda fatia. A taxa de 29 USD é cobrada em dólares e o pagamento chega na moeda e pelo canal que a plataforma define, com o câmbio dela e os custos de transferência internacional. Quem recebe diretamente — por Pix, transferência ou o meio que combinar com o cliente — não perde nesse segundo nível. Ao fim de uma temporada, essa diferença costuma ser maior do que os dois ou três pontos percentuais que se ganham a trocar de OTA.
O teto do MEI conta a receita bruta. Quem fatura como MEI ou como profissional autónomo é avaliado pela receita, não pelo lucro: um dia vendido através da plataforma entra pelo valor inteiro pago pelo viajante, ainda que a si chegue apenas três quartos. Como se aplica ao seu caso deve ser confirmado com o contabilista, mas é uma pergunta a fazer antes de decidir que parte da temporada passa por um canal de 25 %.
O que cada alternativa substitui de facto
| Alternativa | Substitui | Custo | Contacto antes da reserva | Quem recebe |
|---|---|---|---|---|
| Civitatis | Alcance (português, espanhol) | Negociada, não publicada | Não | A plataforma |
| GetYourGuide | Alcance (Europa, espaço alemão) | 30 % no início, 25–28 % com volume | Não | A plataforma |
| Klook | Alcance (Ásia-Pacífico) | 15–25 % | Não | A plataforma |
| ToursByLocals | Adaptação ao à medida | 25 % | Sim | A plataforma |
| Withlocals | Adaptação ao à medida | 20 % os seus, 30 % os dela | Sim | A plataforma |
| GoWithGuide | Adaptação ao à medida | Não publicada | Sim | A plataforma |
| Diretório por subscrição | A própria comissão | Quota anual, 0 % | Sim | O guia |
| OfficialGuides | A propriedade da relação | Taxa de serviço reduzida, sem subscrição nem taxa de publicação | Sim | O guia |
| Site próprio + Google Business | Tudo, com tempo | 0 % | Sim | O guia |
Ver também: a comparação completa de plataformas e quanto custa realmente a comissão da Viator.
Dividir a temporada, em vez de trocar de plataforma
Nenhuma destas plataformas exige exclusividade, e fechar uma conta na Viator que ainda produz reservas raramente é a decisão certa. Uma distribuição que aguenta uma temporada parece-se antes com isto.
À Viator fica o que ela faz bem. Passeios de grupo em horários fixos, época baixa, produtos cuja margem sobrevive aos 25 %. A comissão passa a ser um orçamento de marketing com um teto de passeios por temporada, e não uma percentagem sobre tudo o que enche o calendário.
O à medida vai para onde encaixa. Um dia privado construído à volta de uma família não pertence a um produto de itinerário fixo.
Um canal onde o viajante é seu. É a parte que os guias adiam durante anos e depois lamentam não ter começado antes, porque se acumula: cada reserva direta produz uma avaliação, uma recomendação e um cliente que voltam para si, e não para uma ficha. As avaliações da Viator, essas, não se levam: ficam na plataforma no dia em que sair.
O registo na OfficialGuides é gratuito, demora cerca de cinco minutos, e todas as outras contas ficam onde estão.
Alternativas à Viator — perguntas frequentes
Qual é a melhor alternativa à Viator para um guia de turismo?
Depende do que está a substituir. Para alcance: Civitatis no mercado em português, GetYourGuide na Europa, Klook na Ásia. Para passeios privados à medida: ToursByLocals ou Withlocals. Para ficar com a relação e o preço inteiro: uma plataforma de contacto direto como a OfficialGuides ou um diretório por subscrição. A maioria dos guias no ativo combina um grande marketplace com uma plataforma de contacto direto, em vez de procurar um substituto único.
A Civitatis é melhor do que a Viator para quem trabalha em português?
Costuma trazer mais reservas, porque é a principal distribuidora de visitas guiadas em português e espanhol, e não cobra pela publicação de produtos. Mas não publica a comissão — negoceia-a fornecedor a fornecedor —, seleciona quem entra, e o modelo é idêntico: a plataforma cobra, o viajante não fala consigo antes de reservar e a avaliação fica na ficha.
Existe alguma plataforma sem comissão para guias?
Sim: os diretórios por subscrição cobram uma quota anual e não levam nada das reservas, e as plataformas de contacto direto cobram uma taxa de serviço em vez de uma percentagem por reserva. O preço a pagar é o volume — nenhuma investe em publicidade à escala dos grandes marketplaces, por isso funcionam melhor em acréscimo do que em substituição total.
Posso sair da Viator e levar as minhas avaliações?
Não. As avaliações pertencem à ficha publicada na plataforma e não são transferíveis. É o argumento mais concreto para construir em paralelo, enquanto as contas ainda estão ativas, um canal onde as avaliações se acumulam em seu nome.
O Cadastur conta nestas plataformas?
Na Viator, GetYourGuide, ToursByLocals ou Withlocals, não: nenhuma verifica credenciais profissionais. A OfficialGuides confirma o Cadastur, a certificação profissional ou a credencial equivalente antes de publicar o perfil, e é exatamente essa a diferença para o viajante que procura um guia qualificado.
Tenho de fechar a conta na Viator para entrar noutra plataforma?
Não. Nenhuma das plataformas aqui referidas exige exclusividade, embora algumas peçam que não venda o mesmo produto mais barato noutro sítio. Acrescentar um canal é quase sempre melhor do que trocar um.
O Tripadvisor é uma alternativa à Viator?
Não — o Tripadvisor é dono da Viator, e as reservas de passeios feitas através do Tripadvisor são geridas pela Viator às suas tarifas. Não é um canal distinto.
Estes dados estão atualizados?
Foram verificados em setembro de 2026 com base na informação para fornecedores publicada por cada plataforma e em fontes do lado do fornecedor. As plataformas mudam as taxas sem aviso; se souber um valor mais recente, escreva-nos e atualizamos a página.
É guia credenciado? Comece pelo canal que ainda lhe falta.
Fique com a sua conta na Viator. Acrescente uma plataforma onde o viajante lhe escreve primeiro, o preço é seu e o pagamento também — sem contrato, sem subscrição, sem taxa de publicação.
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